Renda de bilros manual

Descrição:

Renda tecida em processo manual, com técnica de bilros, quantidade de fios, particularidade dos usos dos fios, quantidade do fio (brilho ou fosco).

EX: “utilizando X fios, de mesma cor, mas de espessuras diferentes. O fio que predomina na renda é constituído de 3 cabos, retorcidos no sentido “S”. O segundo fio, foi utilizado na borda inferior, apresenta um leve brilho e é constituído de 4 cabos, retorcidos no sentido “S” (verificado conforme norma ABNT NBR 7031:2014). 

Tamanho do rapport por comprimento x largura, disposição dos motivos, descrição de motivos e sua disposição.

EX 1: “O rapport mede 7cm (comprimento) x 7cm (largura), formado pela disposição do elemento folha (também chamado de ponto traça ou perna-cheia, sendo esta última denominação utilizada pelas tecelãs na região de Florianópolis) ao redor de uma forma arredondada., os quais representam uma flor estilizada. Esta flor está contornada na parte superior e inferior por uma forma geométrica triangular, tecida em meio ponto. Não há base de ligação, pois os próprios motivos do rapport estão unidos. Além destes elementos, um outro conjunto de pontos, localizado na borda inferior, em formato de concha, faz o papel de elemento de decoração e borda.”

Ex 2: “A renda mede 10cm de comprimento x 9,5 cm de largura, com um rapport que se repetem 4x de forma espelhada e foram empregados pontos comuns da técnica de bilros: trança, meio ponto, torções e folha (também conhecidos como traça ou perna-cheia). 

“Já a borda superior é reta. A renda não apresenta fio de contorno, o que contribui para que o lado avesso seja similar ao lado direito.”

“Renda similar a Torchon, produzida na França, no início do século XX. Atualmente é produzida e reproduzida em diferentes países, inclusive em teares circulares industriais.”

Técnicas:
Materiais:
Dimensões da bandeira:
0 cm
Comprimento
0 cm
Largura
Autor(a) / Produtor(a):
Dona Conci
Origem:
Ilha de Maré
Processo:
Manual
Período (data de coleta):
01/01/2019

Forma de pesquisa da peça:

Não foram aplicados métodos destrutivos para identificação de data, titulagem dos fios e composição da matéria prima. As informações apresentadas foram obtidas a partir de pesquisas e observação do objeto.

Referências Bibliográficas:

Ex: “ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 13538:1995:  material têxtil – análise qualitativa. Rio de Janeiro, 1995.   

______.  NBR 7031:2014: indicação do sentido da torção dos fios têxteis e produtos similares – procedimento. Rio de Janeiro, 1995

EARNSHAW, Pat. Lace in Fashion-from the sixteenth to the twentieth centuries. Guildford: Gorse Publications, 1991.  

______. Bobbin & Needle lace – Identifications and Care. London: Batsford Craft Ltda, 1983.

_____. The Identification of Lace. 3th. ed. London: Shire Publications Ltd, 2000.

FARREL, Jeremy. Identifying Handmade and Machine Lace. Victoria and Albert Museum and Museum of Costume and Textiles. 2007. Disponível em: <http://www.dressandtextilespecialists.org.uk/Lace%20Booklet.pdf>. Acesso em: 6 set. 2012.”